Jorge Fernandes acredita na África do Sul


Jorge Fernandes nasce naMadeira em1964. Sai da ilha em 1997, com pouco mais de 30 anos. O destino é a África do Sul, concretamente Joanesburgo.
Abre o “Café Portugal”. Ali fica durante alguns anos, até que muda para outro restaurante. Chama-se “A Doca”, é uma churraqueira e não fica muito longe do primeiro.
Apesar do nome poder transportar para uma zona banhada pelo mar, a verdade é que Joanesburgo é uma cidade sul-africana do interior, para mal de Jorge Fernandes porque não pode saciar as saudades do mar.
Confessa que sente um certo saudosismo desses constantes olhares para o mar da ilha da Madeira. «Na Madeira tomávamos todos os dias o café ou bebíamos uma cervejinha à beira-mar, mas, aqui, não há hipótese», lamenta. Diz mesmo que isso é a única coisa que falta neste momento. Isto além de «um pouquinho de segurança».
De resto, admite que a África do Sul é um país que ainda apresenta oportunidades, onde não são necessários avultados investimentos.
Jorge Fernandes, por ter um restaurante português, considera-se bem integrado na comunidade portuguesa,moçambicana e angolana. São clientes que passam pela cidade em lazer ou em negócios, e que o procuram os restaurantes portugueses para fazerem as suas refeições devido a raízes culturais.
O empresário madeirense confidencia que o restaurante está bem localizado, numa área muito próxima do aeroporto.
Empenhado no seu trabalho de restauração, que requer um acompanhamento contínuo e absorvente, diz, com alguma mágoa, que já vem há cerca de 10 anos. «É muito, muito tempo», com uma voz carregada de saudade. E continua referindo que, concerteza, nesta década, haverão alterações acentuadas na ilha. Mas não afasta a hipótese de um ano poder concretizar o desejo. Até porque refere ter família na Madeira, pese embora tenha a sua vida familiar feita naÁfrica do Sul, onde casou com uma moçambicana e já tem três filhas nascidas naquele país mais a sul do continente africano.

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